Portugal pode ser classificado como um país bipolarizado em duas grandes regiões: a Área Metropolitana de Lisboa e a Área Metropolitana do Porto. É aqui que se concentra grande parte da população portuguesa, sobretudo a mais jovem. Este facto tem um forte impacto na prática desportiva, com esta a ser particularmente relevante nas zonas mais habitadas.
Um clube de futebol pode ser um clube de amigos
Ao contrário dos atletas profissionais, os amadores não são pagos para jogarem. Fazem-no por amor ao desporto, à camisola do clube que vestem. Pedro Nogueira é um exemplo disso mesmo. Frequentou duas épocas completas nas escolinhas do Freamunde em infantis, desistindo a meio daquela que seria a terceira época no clube. Depois disso, voltou a jogar no primeiro ano como júnior no Ferreira, um clube vizinho, mas voltou a desistir no inicio da segunda temporada devido à entrada na universidade.
O agora universitário revela que foi uma experiência muito boa e guarda óptimas recordações. “Fiz grandes amigos nos dois clubes por onde passei e ainda hoje é o dia em que me arrependo desta experiência ter sido tão curta”, disse.
Pedro afirma que é difícil exprimir esta experiência e que só quem passa por esses momentos pode explicar. “Muitas vezes os amadores têm de se levantar cedo, por vezes de madrugada, e fazer grandes viagens para ir jogar futebol sem qualquer problema” recordou.
No que diz respeito ao desporto profissional, na opinião de Pedro, o dinheiro fala mais alto, enquanto no amador “o espírito é muito mais familiar, há muito mais convívio e a grande paixão é ter a simples oportunidade de poder praticar desporto”. A finalizar, afirma que o ambiente do balneário é completamente incomparável com o profissional: “mais do que uma equipa, um clube amador é um grupo de amigos que se juntam para jogar futebol e depois ir para um café conviver”.



