A Associação Académica da Universidade do Minho foi a votos: Balanço
No dia 7 de Dezembro, as urnas abriram bem cedo. No campus de Gualtar e de Azurém , os alunos votaram para escolher a lista para a direcção da Associação Académica (AAUM), bem como para a mesa das Reuniões Gerais de Alunos (RGA’s) e para o Conselho Fiscal Jurisdicional (CFJ).
Para a direcção da AAUM, três listas apresentaram candidatura: lista A, B e C. Todas com posições bem distintas e vincadas. Estas foram noticiadas pelos órgãos de comunicação da academia (jornais impressos Académico, UMDicas, jornal online Comum e Rádio Universitária do Minho, RUM), mediante entrevistas e debates. Também as redes sociais, nomeadamente o Facebook, desempenharam um papel activo durante a campanha eleitoral, procurando mobilizar os estudantes. Ainda, é de apontar a utilização de meios tradicionais, fundamentalmente, cartazes. O que evidencia que, na Universidade do Minho (UM), a política acontece num palco de ideias, meios e representações pluralistas. Contudo, a diversidade de ideologias pode, frequentemente, levantar tensões: a campanha eleitoral na UM ficou marcada por um episódio lamentável de violência num dos debates, promovidos pela RUM, entre as listas.
Por sua vez, as candidaturas à RGA e ao CFJ aproximaram-se mais nas suas perspectivas e objectivos. Acima de tudo, defenderam uma maior participação dos estudantes e um controlo sério nas contas da AAUM.
Os alunos da UM tinham, assim, à sua disposição as informações necessárias para o correcto exercício do voto. Mas acontece que, tradicionalmente, existia um forte adversário à normalidade do acto eleitoral: a abstenção. As listas aos órgãos da AAUM pretendiam, acima de tudo, conseguir uma maior mobilização dos estudantes às urnas, salientando o papel fundamental de uma associação académica. Então, o que será que aconteceu?
Primeiro, anunciemos a lista vencedora à direcção da AAUM: a lista A, encabeçada por Luís Rodrigues. Portanto, os estudantes da academia elegeram o mesmo candidato do ano passado, no que parece ter sido um voto de confiança no trabalho desta direcção.
Porém, o aspecto fundamental deste acto eleitoral prende-se com o facto de, no dia 7 de Dezembro, acorreram às urnas 2297 alunos, num universo total de 15 mil estudantes, segundo dados do site oficial da academia. Ou seja, a percentagem de abstenção foi de 84,7%. Um número bastante elevado. De facto, quando fomos até ao local de voto perceber o que se passava, demos conta que muitos eram os universitários que não sabiam que era dia de eleições e que desconheciam as listas candidatas. Havia uma grande falta de informação e a comunidade estudantil revelava uma certa passividade face ao acto eleitoral. Mas, sendo que as listas foram anunciadas, sendo que se promoveram iniciativas próprias de campanhas eleitorais, porquê esta pouca adesão? Será falta de interesse? Mas a AAUM é o órgão representativo de todos os alunos da universidade, lutando pelos seus interesses, promovendo o seu enriquecimento académico, cultural e social. Ou seja, é uma questão que devia merecer o interesse dos universitários. Será uma manifestação de descontentamento face ao desempenho das anteriores associações académicas? Só que só os estudantes podem mudar isso, através exactamente do voto, alterando direcções. Não temos respostas a estas questões, mas consideramos que a percentagem de abstenção é algo que a próxima direcção da AAUM deve tentar inverter: o desafio é saber cativar a comunidade estudantil. Por outro lado, para os estudantes, o desafio é mostrarem-se mais activos, mais envolvidos na vida associativa e mais receptivos às diversas iniciativas promovidas pela AAUM.
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