segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eleições AAUM: O que é uma Associação Académica

Perguntámos aos alunos da UMinho o que acham que deve ser uma Associação Académica. A defesa dos alunos foi a resposta mais frequente.


Eleições AAUM: Outros órgãos da Associação de Estudantes - RGA e CFJ

Eleições AAUM 2010: Candidatos à mesa RGA
Nestas eleições de 7 de Dezembro também esteve em causa a escolha de uma lista para presidir a mesa RGA. E as listas as votos foram:
·         Lista D – representada por Sérgio Moura, aluno de Direito, que, assim se recandidata. O candidato colocou a tónica da campanha na promoção do diálogo com os alunos pois o objectivo desta lista é que a mesa da RGA tudo faça para chegar ainda mais alunos.

·         Lista E – presidida por Sara Lourenço, aluna do 3º ano de Línguas Aplicadas. Esta lista estava integrada num conjunto de listas dinamizadas pelo movimento AGIR e candidatou-se para tentar devolver credibilidade às RGA’s. Durante a campanha, a candidata salientou o facto de a maioria dos estudantes da UM não saberem sequer o que é a RGA (órgão deliberativo da AAUM) e frisou que considera que este órgão está subjugado ao calendário de actividades da então direcção da Associação Académica.

·         Lista F – representada por Luís Pinheiro, do 2º ano do curso de Psicologia. Esta lista foi constituída por elementos do movimento unitário ELO-Estudantil. Ao longo do período de campanha eleitoral, a lista F assumiu como principais objectivos aumentar a participação nas RGA’s e consciencializar os estudantes para a importância das mesmas. Ao Académico, Luís Pinheiro diz que “a pouca participação dos alunos tem sido culpa das últimas mesas de RGA, pois não têm feito divulgação de forma visível”.

Candidatos ao Conselho Fiscal e Jurisdicional (CFJ)
Quatro listas candidataram-se à presidência do CFJ:
·         Lista G – sendo Maria Canelas, do 3º ano de Design e Marketing de Moda, a cabeça de lista. A aluna da UM já tinha integrado as candidaturas que venceram as eleições para o CFJ nos dois últimos anos, logo, realçou, durante a campanha, a sua experiência. Um apertado e rigoroso controlo dos orçamentos e contas da AAUM foi o lema da lista.

·         Lista H – representada por Nelson Cerqueira, estudante de economia. Ao longo do período de campanha eleitoral, o candidato deu conta de considerar que a CFJ tem estado adormecido, sendo que a sua actividade não tem sido muito relevante. A lista propôs-se, assim, a tornar o órgão mais activo e participativo.

·         Lista I – presidida por Nuno Gonçalves, estudante da licenciatura de Ciências da Computação. Esta lista esteve integrada num conjunto de listas dinamizadas pelo movimento AGIR e defendeu um CFJ enquanto fiscalizador das actividades financeiras e administrativas da direcção da AAUM. O candidato disse ao Académico que este órgão tem sido tratado como um mero legitimador das decisões da direcção em matéria fiscal.

·         Lista J – representada por Nuno Rodrigues, enquanto membro do Elo-Estudantil. A lista apresentou como objectivo central a luta por uma AAUM transparente que use os seus recursos em prol dos estudantes. Rejeitou, assim, criar um sistema restritivo e burocrático.

Perfil: Luís Rodrigues

Luís
Luís Rodrigues
Fonte: aaum.pt

Luís Rodrigues, presidente da AAUM, diz estar descontente com o desempenho dos partidos e dos políticos nacionais. Afirma mesmo ter uma espécie de barómetro político pessoal, no qual não há nenhuma figura que, actualmente, mereça ocupar uma posição confortavelmente positiva. Revela que Sócrates surge no fundo desse barómetro e que Cavaco Silva ocupa um lugar mediano. E este é um resultado que diz ser totalmente desligado de ideologias. O seu interesse pela vertente política é, portanto, apenas o de representar os estudantes da sua academia.
A 15 de Janeiro de 2009, encabeçando a lista A, Luís Rodrigues venceu, por maioria, as eleições à direcção da AAUM. Pretende dirigir uma associação cooperante e responsável, bem como proteger os interesses dos estudantes e da academia. Ser presidente da AAUM veio no seguimento do trabalho associativo que desenvolveu nos últimos três anos. Em 2007, dirigiu o Departamento de Comunicação e Imagem da UM e nos dois anos seguintes foi tesoureiro da AAUM. 
O presidente da AAUM tem 24 anos, é natural de Penafiel e adepto do basquete – desporto que praticou durante 12 anos. Entrou na UM em 2004 e terminou a licenciatura em Ciências da Comunicação no ano de 2007. Seguidamente, ingressou no mestrado em Jornalismo e estagiou na produtora Companhia de Ideias. Quando abraçou o desafio da candidatura à presidência da AAUM, abdicou, pela primeira vez, da vertente lectiva, suspendendo a realização da tese.
Na música, Luís Rodrigues elege a banda Foo Figthers. Em contrapartida, nada adiantou quanto aos grupos que vão compor o cartaz do Enterro da Gata, a realizar em Maio.  

Opinião: Eleições vistas por Diana Sousa

A Associação Académica da Universidade do Minho foi a votos: Balanço
No dia 7 de Dezembro, as urnas abriram bem cedo. No campus de Gualtar e de Azurém , os alunos  votaram para escolher a lista para a direcção da Associação Académica (AAUM), bem como para a mesa das Reuniões Gerais de Alunos (RGA’s) e para o Conselho Fiscal Jurisdicional (CFJ).
Para a direcção da AAUM, três listas apresentaram candidatura: lista A, B e C. Todas com posições bem distintas e vincadas. Estas foram noticiadas pelos órgãos de comunicação da academia (jornais impressos Académico, UMDicas, jornal online Comum e Rádio Universitária do Minho, RUM), mediante entrevistas e debates. Também as redes sociais, nomeadamente o Facebook, desempenharam um papel activo durante a campanha eleitoral, procurando mobilizar os estudantes. Ainda, é de apontar a utilização de meios tradicionais, fundamentalmente, cartazes. O que evidencia que, na Universidade do Minho (UM), a política acontece num palco de ideias, meios e representações pluralistas. Contudo, a diversidade de ideologias pode, frequentemente, levantar tensões: a campanha eleitoral na UM ficou marcada por um episódio lamentável de violência num dos debates, promovidos pela RUM, entre as listas.  
Por sua vez, as candidaturas à RGA e ao CFJ aproximaram-se mais nas suas perspectivas e objectivos. Acima de tudo, defenderam uma maior participação dos estudantes e um controlo sério nas contas da AAUM.
Os alunos da UM tinham, assim, à sua disposição as informações necessárias para o correcto exercício do voto. Mas acontece que, tradicionalmente, existia um forte adversário à normalidade do acto eleitoral: a abstenção. As listas aos órgãos da AAUM pretendiam, acima de tudo, conseguir uma maior mobilização dos estudantes às urnas, salientando o papel fundamental de uma associação académica. Então, o que será que aconteceu?
Primeiro, anunciemos a lista vencedora à direcção da AAUM: a lista A, encabeçada por Luís Rodrigues. Portanto, os estudantes da academia elegeram o mesmo candidato do ano passado, no que parece ter sido um voto de confiança no trabalho desta direcção.
Porém, o aspecto fundamental deste acto eleitoral prende-se com o facto de, no dia 7 de Dezembro, acorreram às urnas 2297 alunos, num universo total de 15 mil estudantes, segundo dados do site oficial da academia. Ou seja, a percentagem de abstenção foi de 84,7%. Um número bastante elevado. De facto, quando fomos até ao local de voto perceber o que se passava, demos conta que muitos eram os universitários que não sabiam que era dia de eleições e que desconheciam as listas candidatas. Havia uma grande falta de informação e a comunidade estudantil revelava uma certa passividade face ao acto eleitoral. Mas, sendo que as listas foram anunciadas, sendo que se promoveram iniciativas próprias de campanhas eleitorais, porquê esta pouca adesão? Será falta de interesse? Mas a AAUM é o órgão representativo de todos os alunos da universidade, lutando pelos seus interesses, promovendo o seu enriquecimento académico, cultural e social. Ou seja, é uma questão que devia merecer o interesse dos universitários. Será uma manifestação de descontentamento face ao desempenho das anteriores associações académicas? Só que só os estudantes podem mudar isso, através exactamente do voto, alterando direcções. Não temos respostas a estas questões, mas consideramos que a percentagem de abstenção é algo que a próxima direcção da AAUM deve tentar inverter: o desafio é saber cativar a comunidade estudantil. Por outro lado, para os estudantes, o desafio é mostrarem-se mais activos, mais envolvidos na vida associativa e mais receptivos às diversas iniciativas promovidas pela AAUM.

Eleições AAUM: As propostas e os candidatos

O Épóblogue faz uma síntese das entrevistas dos três candidatos à presidência da direcção da AAUM ao jornal Académico.

Eleições AAUM: Resultados

Já são conhecidos os resultados da eleição para a AAUM. A lista A venceu em toda a linha, conseguindo a maior vitória de sempre, com 88,53% dos votos. Ainda assim, a abstenção cifrou-se nos 86,76%.


Eleições AAUM: Incertezas dos estudantes em dia de eleições

O Épóblogue acompanhou as eleições para a Associação Académica da Universidade do Minho. No dia do acto eleitoral, muitos estudantes ainda revelavam incertezas quanto ao dia do escrutínio e às propostas dos candidatos.