segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eleições AAUM: O que é uma Associação Académica

Perguntámos aos alunos da UMinho o que acham que deve ser uma Associação Académica. A defesa dos alunos foi a resposta mais frequente.


Eleições AAUM: Outros órgãos da Associação de Estudantes - RGA e CFJ

Eleições AAUM 2010: Candidatos à mesa RGA
Nestas eleições de 7 de Dezembro também esteve em causa a escolha de uma lista para presidir a mesa RGA. E as listas as votos foram:
·         Lista D – representada por Sérgio Moura, aluno de Direito, que, assim se recandidata. O candidato colocou a tónica da campanha na promoção do diálogo com os alunos pois o objectivo desta lista é que a mesa da RGA tudo faça para chegar ainda mais alunos.

·         Lista E – presidida por Sara Lourenço, aluna do 3º ano de Línguas Aplicadas. Esta lista estava integrada num conjunto de listas dinamizadas pelo movimento AGIR e candidatou-se para tentar devolver credibilidade às RGA’s. Durante a campanha, a candidata salientou o facto de a maioria dos estudantes da UM não saberem sequer o que é a RGA (órgão deliberativo da AAUM) e frisou que considera que este órgão está subjugado ao calendário de actividades da então direcção da Associação Académica.

·         Lista F – representada por Luís Pinheiro, do 2º ano do curso de Psicologia. Esta lista foi constituída por elementos do movimento unitário ELO-Estudantil. Ao longo do período de campanha eleitoral, a lista F assumiu como principais objectivos aumentar a participação nas RGA’s e consciencializar os estudantes para a importância das mesmas. Ao Académico, Luís Pinheiro diz que “a pouca participação dos alunos tem sido culpa das últimas mesas de RGA, pois não têm feito divulgação de forma visível”.

Candidatos ao Conselho Fiscal e Jurisdicional (CFJ)
Quatro listas candidataram-se à presidência do CFJ:
·         Lista G – sendo Maria Canelas, do 3º ano de Design e Marketing de Moda, a cabeça de lista. A aluna da UM já tinha integrado as candidaturas que venceram as eleições para o CFJ nos dois últimos anos, logo, realçou, durante a campanha, a sua experiência. Um apertado e rigoroso controlo dos orçamentos e contas da AAUM foi o lema da lista.

·         Lista H – representada por Nelson Cerqueira, estudante de economia. Ao longo do período de campanha eleitoral, o candidato deu conta de considerar que a CFJ tem estado adormecido, sendo que a sua actividade não tem sido muito relevante. A lista propôs-se, assim, a tornar o órgão mais activo e participativo.

·         Lista I – presidida por Nuno Gonçalves, estudante da licenciatura de Ciências da Computação. Esta lista esteve integrada num conjunto de listas dinamizadas pelo movimento AGIR e defendeu um CFJ enquanto fiscalizador das actividades financeiras e administrativas da direcção da AAUM. O candidato disse ao Académico que este órgão tem sido tratado como um mero legitimador das decisões da direcção em matéria fiscal.

·         Lista J – representada por Nuno Rodrigues, enquanto membro do Elo-Estudantil. A lista apresentou como objectivo central a luta por uma AAUM transparente que use os seus recursos em prol dos estudantes. Rejeitou, assim, criar um sistema restritivo e burocrático.

Perfil: Luís Rodrigues

Luís
Luís Rodrigues
Fonte: aaum.pt

Luís Rodrigues, presidente da AAUM, diz estar descontente com o desempenho dos partidos e dos políticos nacionais. Afirma mesmo ter uma espécie de barómetro político pessoal, no qual não há nenhuma figura que, actualmente, mereça ocupar uma posição confortavelmente positiva. Revela que Sócrates surge no fundo desse barómetro e que Cavaco Silva ocupa um lugar mediano. E este é um resultado que diz ser totalmente desligado de ideologias. O seu interesse pela vertente política é, portanto, apenas o de representar os estudantes da sua academia.
A 15 de Janeiro de 2009, encabeçando a lista A, Luís Rodrigues venceu, por maioria, as eleições à direcção da AAUM. Pretende dirigir uma associação cooperante e responsável, bem como proteger os interesses dos estudantes e da academia. Ser presidente da AAUM veio no seguimento do trabalho associativo que desenvolveu nos últimos três anos. Em 2007, dirigiu o Departamento de Comunicação e Imagem da UM e nos dois anos seguintes foi tesoureiro da AAUM. 
O presidente da AAUM tem 24 anos, é natural de Penafiel e adepto do basquete – desporto que praticou durante 12 anos. Entrou na UM em 2004 e terminou a licenciatura em Ciências da Comunicação no ano de 2007. Seguidamente, ingressou no mestrado em Jornalismo e estagiou na produtora Companhia de Ideias. Quando abraçou o desafio da candidatura à presidência da AAUM, abdicou, pela primeira vez, da vertente lectiva, suspendendo a realização da tese.
Na música, Luís Rodrigues elege a banda Foo Figthers. Em contrapartida, nada adiantou quanto aos grupos que vão compor o cartaz do Enterro da Gata, a realizar em Maio.  

Opinião: Eleições vistas por Diana Sousa

A Associação Académica da Universidade do Minho foi a votos: Balanço
No dia 7 de Dezembro, as urnas abriram bem cedo. No campus de Gualtar e de Azurém , os alunos  votaram para escolher a lista para a direcção da Associação Académica (AAUM), bem como para a mesa das Reuniões Gerais de Alunos (RGA’s) e para o Conselho Fiscal Jurisdicional (CFJ).
Para a direcção da AAUM, três listas apresentaram candidatura: lista A, B e C. Todas com posições bem distintas e vincadas. Estas foram noticiadas pelos órgãos de comunicação da academia (jornais impressos Académico, UMDicas, jornal online Comum e Rádio Universitária do Minho, RUM), mediante entrevistas e debates. Também as redes sociais, nomeadamente o Facebook, desempenharam um papel activo durante a campanha eleitoral, procurando mobilizar os estudantes. Ainda, é de apontar a utilização de meios tradicionais, fundamentalmente, cartazes. O que evidencia que, na Universidade do Minho (UM), a política acontece num palco de ideias, meios e representações pluralistas. Contudo, a diversidade de ideologias pode, frequentemente, levantar tensões: a campanha eleitoral na UM ficou marcada por um episódio lamentável de violência num dos debates, promovidos pela RUM, entre as listas.  
Por sua vez, as candidaturas à RGA e ao CFJ aproximaram-se mais nas suas perspectivas e objectivos. Acima de tudo, defenderam uma maior participação dos estudantes e um controlo sério nas contas da AAUM.
Os alunos da UM tinham, assim, à sua disposição as informações necessárias para o correcto exercício do voto. Mas acontece que, tradicionalmente, existia um forte adversário à normalidade do acto eleitoral: a abstenção. As listas aos órgãos da AAUM pretendiam, acima de tudo, conseguir uma maior mobilização dos estudantes às urnas, salientando o papel fundamental de uma associação académica. Então, o que será que aconteceu?
Primeiro, anunciemos a lista vencedora à direcção da AAUM: a lista A, encabeçada por Luís Rodrigues. Portanto, os estudantes da academia elegeram o mesmo candidato do ano passado, no que parece ter sido um voto de confiança no trabalho desta direcção.
Porém, o aspecto fundamental deste acto eleitoral prende-se com o facto de, no dia 7 de Dezembro, acorreram às urnas 2297 alunos, num universo total de 15 mil estudantes, segundo dados do site oficial da academia. Ou seja, a percentagem de abstenção foi de 84,7%. Um número bastante elevado. De facto, quando fomos até ao local de voto perceber o que se passava, demos conta que muitos eram os universitários que não sabiam que era dia de eleições e que desconheciam as listas candidatas. Havia uma grande falta de informação e a comunidade estudantil revelava uma certa passividade face ao acto eleitoral. Mas, sendo que as listas foram anunciadas, sendo que se promoveram iniciativas próprias de campanhas eleitorais, porquê esta pouca adesão? Será falta de interesse? Mas a AAUM é o órgão representativo de todos os alunos da universidade, lutando pelos seus interesses, promovendo o seu enriquecimento académico, cultural e social. Ou seja, é uma questão que devia merecer o interesse dos universitários. Será uma manifestação de descontentamento face ao desempenho das anteriores associações académicas? Só que só os estudantes podem mudar isso, através exactamente do voto, alterando direcções. Não temos respostas a estas questões, mas consideramos que a percentagem de abstenção é algo que a próxima direcção da AAUM deve tentar inverter: o desafio é saber cativar a comunidade estudantil. Por outro lado, para os estudantes, o desafio é mostrarem-se mais activos, mais envolvidos na vida associativa e mais receptivos às diversas iniciativas promovidas pela AAUM.

Eleições AAUM: As propostas e os candidatos

O Épóblogue faz uma síntese das entrevistas dos três candidatos à presidência da direcção da AAUM ao jornal Académico.

Eleições AAUM: Resultados

Já são conhecidos os resultados da eleição para a AAUM. A lista A venceu em toda a linha, conseguindo a maior vitória de sempre, com 88,53% dos votos. Ainda assim, a abstenção cifrou-se nos 86,76%.


Eleições AAUM: Incertezas dos estudantes em dia de eleições

O Épóblogue acompanhou as eleições para a Associação Académica da Universidade do Minho. No dia do acto eleitoral, muitos estudantes ainda revelavam incertezas quanto ao dia do escrutínio e às propostas dos candidatos.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Entrevista a Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda

O coordenador e líder do Bloco de Esquerda concede uma entrevista a Judite de Sousa. Francisco Louçã falará sobre o caso Freeport, o negócio da compra da TVI, a situação económica, o momento político e as presidenciais. Siga a entrevista em directo no Épóblogue!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Greve Geral de 24 de Novembro: Adesão sem precendentes?

As duas principais centrais sindicais, CGTP e UGT, esperam concretizar a maior greve geral de sempre. 22 anos depois da última paralização que uniu os dois sindicatos, tanto Carvalho da Silva, pela CGTP, como João Proença, pela UGT, esperam superar a greve de 1988.  

Olhando para dados estatísticos, esta pode ser uma tarefa difícil:
  • O número médio de trabalhadores por greve tem vindo a diminuir;
  • Em contraponto, tanto a população total, como a população activa, têm registado crescimentos;
  • Logo, tem havido uma diminuição da capacidade de mobilização para esta forma de contestação social.

´"To give", dos Silence4: Um clássico que vale sempre a pena recordar...

Silence4 era uma banda portuguesa formada em 1996, em Leiria. Contudo, em 2001 o grupo musical acabou por desmembrar-se.
O tema, "To Give", surgiu em 2000, no álbum "Only Pain is Real". A música - uma das mais conhecidas do grupo - comemora, assim, dez anos de existência.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A rede social - Uma apreciação crítica sobre o filme do Facebook




O texto pode conter spoilers

"A rede social" tem sido um grande sucesso deste último trimestre de 2010. Portugal não foge à regra, com os resultados da primeira semana de exibição a serem convincentes.

Tendo em conta estes números e o próprio efeito do passa a palavra, já quase toda a gente sabe que «A rede social» é um filme sobre as condições em que surge o Facebook e sobre os intervenientes na sua criação.
O filme de David Fincher centra-se:
·    nos computadores;

·    na presença dos mais jovens no online;

·    naqueles que, aspirando pertencer a dados grupos, procuram inventar novas formas de vida social no universo onde se sentem confortáveis – no mundo virtual, onde o real se dilui e a interacção social está à distância do envio de um pedido de amizade;

·    na vertigem de ideias criativas e também de decisões perspicazes que parecem já ter o dinheiro e o sucesso como objectivos maiores. Porque, de facto, o Facebook mexe com a vida dos indivíduos e pretende redefinir a experiência social; mas é também um negócio e o certo é que sempre que alguém adere à rede social se transforma em produto;

·    na solidão, porque na última cena do filme vemos Mark Zuckerberg  (o criador do Facebook) a fazer “refresh” na sua página de Facebook  para perceber se a sua ex-namorada aceita o seu pedido de amizade. O filme termina com Mark a contemplar o ecrã do seu portátil, completamente sozinho numa sala. O jovem que conectou pessoas de 207 países e 70 línguas diferentes, que transformou a maneira como agora comunicamos, que tem uma enorme comunidade virtual de amigos, surge, assim, como um solitário. Este é um paradoxo bastante relevante.
Imagem I - Cartaz do filme
Para a personagem Mark Zuckerberg, estudante de Harvard que, no fundo, aspira a ser aceite na estratificada elite da universidade, a vida real é imperfeita e lenta: os rituais de comunicação, o ir ter com as pessoas, o construir e preservar uma relação…é tudo uma chatice! Mark e os seus colegas de curso parecem estar sempre a ver mais à frente. Parecem estar sempre com “as antenas ligadas”. O seu objectivo é mudar o mundo, através das tecnologias. Aliás, ao longo do filme, ouvem-se as seguintes expressões: “This is our time!”, “This is an idea of a generation” e “Arrive in first is everything”.

Na primeira cena de «A rede social», Mark e a namorada Erica estão num café, a conversar. Mas o diálogo entre eles é rápido, perspicaz, motivado e directo. Percebe-se que este filme se foca no que as personagens dizem. E o que dizem denota uma clara consciência do que é a sociedade contemporânea. E o seu discurso tão dinâmico denota como é a linguagem e a comunicação no online, onde tudo acontece num instante.

Imagem II - Mark e Erica

Mas voltando a Mark e Erica: no café, chateiam-se e terminam relação. O criador do Facebook, quando percebe realmente o que está a acontecer, pergunta “It´s this real?”. Esta questão talvez marque todo o filme. Distinguir realidade de virtualidade torna-se, a dados momentos, difícil para as personagens. Mesmo para nós, espectadores, torna-se complicado perceber o que é real e o que é ficção, já que pouco sabemos sobre a vida de Mark Zuckerberg. Assim, podemos reflectir sobre o seguinte: estará o Facebook a potenciar uma geração que vive na ilusão de estar sempre conectada ao mundo?
Com o filme percebemos que no online, especialmente no que toca às redes sociais, a simplicidade e a exclusividade são características fundamentais. No Facebook, os usuários colocam a informação que querem online, vão à procura de amigos e conhecidos, comentam fotografias. E fazem-no facilmente porque as ferramentas para tal são intuitivas. Para além do mais, esta rede social chega rapidamente a muita gente porque tudo depende do envio de um pedido de amizade. A questão é: as pessoas que eu adicionei vão adicionar quem? O Facebook é, simplesmente, fixe! E chega, tal como uma personagem do filme de David Fincher afirma, a ser aditivo.
Outra característica predominante do online é a simultaneidade potenciada pelos hiperlinks. E o facto de o filme «A rede social» estar repleto de analepses e prolepses remete para isso mesmo: no filme, assim como no online, nós estamos sempre a avançar e a recuar, a aceder a novas informações e a regressar à sua contextualização, parecendo mesmo que há uma contracção do tempo.
Um aspecto importante a reter é ainda o facto de o Facebook não ser nunca um produto acabado – está sempre em constante evolução, dependendo de novas ideias que possam provocar novas necessidades nos usuários. Esta rede social é, assim, como a moda.
Sites relacionados:



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Traje Académico da Universidade do Minho: Os custos de trajar

O traje académico é um símbolo da vida universitária. Perto da Universidade do Minho (UMinho) existem hoje quatro lojas que vendem trajes. A concorrência foi aumentando ao longo dos anos, obrigando os comerciantes a tornarem os preços cada vez mais competitivos. O preço médio de um traje completo ronda os 180 euros.

Imagem I - Traje da Universidade do Minho

Todas as universidades do país têm o seu próprio traje. E muitos são os estudantes que, por diferentes razões, o adquirem. A aluna do 3º ano de Ciências da Comunicação da UMinho, Bárbara Seco, considera que o traje simboliza, mais do que tudo, a pertença a uma academia. A estudante não praxa e nem associa o traje apenas à prática da praxe. “Comprei o traje há um ano, por cerca de 200 euros, e não achei que o preço fosse razoável, até porque o traje surgiu como forma de unificar os estudantes”, salienta Bárbara Seco. Por sua vez, o estudante do 3ºano da Licenciatura em Engenharia Informática da Uminho, Alfredo Costa, diz não ter traje por duas razões: por ser caro e porque, uma vez que não pertence à praxe, seriam poucas as vezes que o usaria.


Imagem II - São vários os elementos do traje

Na década de 80, a pedido da então Associação Académica da UMinho, o alfaiate bracarense José Monteiro Gonçalves desenhou o traje minhoto. Na altura, a sua loja era a única na cidade de Braga, situando-se na Cividade. Hoje, a neta deste alfaiate, Rita Gonçalves, é a actual proprietária da Casa Académica. Há três anos que a loja se localiza perto da universidade, na rua Nova de Santa Cruz. Contudo, existem mais três filiais da mesma: em Guimarães, dentro do campus da UMinho e em Barcelos. “Na altura do meu avô, a Casa Académica não tinha concorrência. Para além disso, o traje era feito por medida”, relembra Rita. Agora, não é assim: os trajes estão já prontos e disponíveis a um preço mais ao menos uniforme. A neta do alfaiate responsável pela origem do traje minhoto afirma, ainda, que este negócio é muito sazonal: “ vendem-se muitos trajes em Maio e Setembro, mas nos restantes meses as vendas decrescem, sendo que a solução passa por realizarmos promoções”. Na Casa Académica um traje completo (sapato, bermuda/saia, meias, duas camisas, casaco, capa e quatro emblemas, casaco, fitas de curso, capa e pasta) custa 187,50 euros.


Imagem III - Rita Gonçalves (à esquerda), Casa Académica

Na mesma rua que a Casa Académica (rua Nova Santa Cruz), encontramos ainda mais duas lojas de venda de trajes – os Farias e o Atelier Académico. António Barros é o proprietário do Atelier Académico. A loja existe há 11 anos. “Na altura, em 1999, o negócio era muito melhor do que é agora”, diz António Barros. No Atelier Académico, o traje minhoto de senhora custa 175 euros e o de homem 180 euros. O dono afirma que os estudantes não se queixam do preço, mas, “obviamente que quanto mais barato, melhor”. Por sua vez, Jorge Faria é um dos proprietários da loja Os Farias. Esta casa fixou-se perto do campus de Gualtar da Uminho há cerca de 12 anos, sendo que existem outras filiais pela cidade de Braga. Jorge Faria diz que o negócio tem evoluído positivamente e salienta o facto de a sua loja comercializar os trajes de todas as academias do país. “Nós temos ainda outra vantagem pois oferecemos assistência em tudo o que o estudante precisar em relação ao traje”, acrescenta Jorge Faria. No entanto, o dono de Os Farias não deixa de frisar que, nos últimos anos, a concorrência tem aumentado: “Os preços estão cada vez mais competitivos, o que é melhor para o consumidor, mas obriga a um esforço maior da nossa parte”.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A condução nos mais jovens: "Ter um carro nas mãos é como ter uma arma"

O excesso de velocidade caracteriza a condução dos jovens portugueses entre os 18 e os 24 anos. Rita Vilaça tem 20 anos e é aluna de uma escola de condução de Felgueiras. Dá conta que nas aulas práticas a sua maior dificuldade é controlar a velocidade do veículo. Por isso, diz que "ter um carro nas mãos é como ter uma arma" e acrescenta que não se sente suficientemente preparada para enfrentar a estrada.


Segundo estatísticas da Prevenção Rodoviária Portuguesa, os jovens até aos 24 anos conduzem depressa e têm mais acidentes, sobretudo aos fins-de-semana. Será então que os recém-condutores estão preparados para a responsabilidade de terem um carro nas mãos?  Sobre esta questão, Rita assume que talvez precise de dois anos para se sentir uma "verdadeira condutora".

Ao longo das 15 aulas que já teve, o instrutor de Rita foi sensibilizando a aluna para a segurança rodoviária. Contudo, a jovem admite não ter  consciência de todos os perigos. Rita gosta de conduzir e vê isso como uma vantagem para uma melhor aprendizagem. Porém, reconhece que ainda tem muito para aprender e revela estar insegura em relação ao exame de condução, que será no Porto - cidade onde ainda não conduziu.


A futura condutora aponta ainda algumas lacunas em relação às suas aulas de condução:
  • nunca conduziu na autoestrada;
  • nunca conduziu numa grande cidade;
  • nunca mudou um pneu ou mediu o óleo

Artigo relacionado: http://bit.ly/cPxLyc

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Calçado na Universidade do Minho: Para todos os gostos e feitios ...

Ninguém se atreve a dar o primeiro passo em direcção ao mundo sem revestir os pés. A Universidade do Minho (UMinho) é uma montra repleta de diversidade no que toca ao calçado. Qual calçarias amanhã?




A nossa equipa de bloggers andou pelo campus de Gualtar da UMinho há procura de uma tendência no que toca a calçado. Pelo que conseguimos apurar, a maioria dos estudantes parece optar por um calçado confortável e prático. Algo que permita enfrentar as praxes, as distâncias a percorrer entre os complexos onde decorrem as aulas, as corridas para não perder o autocarro... As sapatilhas têm, por isso, a supremacia no campus. Brancas, pretas, rosas, vermelhas, às flores, sóbrias ou das que dão no olho, na UMinho há sapaitlhas para todos os gostos e feitios. 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os sites do JN e El País, uma análise comparativa

E cá está o primeiro texto “épóblogue”! Uma análise crítica sucinta dos sites do Jornal de Notícias e do El País. Apontamos o que cada um tem de distintivo e que aspectos os aproximam. Contamos que seja um artigo perspicaz e de agradável leitura para quem quer saber um pouco mais sobre o ciberjornalismo.
 
Os meios de comunicação digital têm de ter em atenção o seguinte: são os usuários que escolhem dada notícia e estes só mergulham no tema se tiverem interesse. Estamos, assim, perante um leitor mais crítico. No online, os jornalistas têm, portanto, de tornar as suas histórias mais atractivas, pensando na forma e no conteúdo.

O site de um jornal equivale a uma longa primeira página. Temos títulos de destaque, últimas notícias, chamadas ou leads, fotos e vídeos, publicidade, etc. Um conjunto enorme de informações que procura captar e guiar a nossa atenção. O esquema visual, os separadores, os elementos multimédia, os títulos, o hipertexto são aspectos que colaboram para a organização visual de um site de jornal e, consequentemente, para a orientação do interesse do internauta. Por isso mesmo, estes foram os elementos que analisamos quando comparámos o site do Jornal de Notícias (JN) e do El País. 
Imagem I - Site JN (18 de Outubro, 2010)

Imagem II - Site El País (18 de Outubro, 2010)



A página online destes dois jornais apresenta uma divisão tripartida, ainda que cada site tenha especificidades próprias relativamente aos conteúdos que constam em cada secção, e uma predominância dos tons de azul. O JN opta por destacar um tema mais intemporal, com fotografia, no canto superior da coluna mais à esquerda (ponto para onde mais rapidamente direccionamos o nosso olhar) e por colocar uma notícia de destaque no topo da coluna do meio. Já o El País aproveita a parte cimeira de toda a página para ter mais que um destaque.
Imagem III - Esquema Visual Tripartido
Na coluna mais à direita, as páginas online dos dois jornais apresentam as notícias mais lidas, as últimas, resultados das respectivas ligas de futebol (o JN tem mesmo uma galeria de vídeos da liga portuguesa e uma aplicação que permite ver jogos em tempo real) e publicidade. Contudo, o El País, nesta coluna da direita, também publica histórias mais intemporais (frequentemente relacionadas com viagens, fotografia, cinema…) e dá conta de artigos de opinião e de concursos que estejam a decorrer.


Imagem IV - As mais lidas do El País


Os separadores de um site são fundamentais à sua organização. Na página do JN há um grande número de separadores, de cores diferentes, o que causa um certo ruído visual. Já o El País é mais coerente em relação à identidade visual, simplificando a compartimentação dos temas (ver imagens I e II).

Também ao nível dos títulos se verificam diferenças entre os sites dos dois jornais em análise. Os títulos das notícias têm a função identificativa, informativa e apelativa, sendo decisivos no momento da navegação do internauta. Tanto o JN como o El País colocam o artigo de grande destaque (o que se encontra no topo da página) com um título maior do que os restantes. No entanto, enquanto no JN as outras histórias apresentam títulos mais pequenos, mas com o mesmo tamanho; no El País existe uma maior variedade de tamanho. Na nossa opinião, tal variedade contribui para direccionar o olhar do utilizador, mas também pode criar, num primeiro impacto, uma certa confusão visual.
Imagem V - Galeria Multimedia (JN)
Imagem VI - Galeria Multimedia (El País)




A linguagem multimediática é uma característica fundamental dos meios de comunicação de massas digitais. O vídeo e a fotografia são importantes quando a imagem é a melhor forma de mostrar e fazer entender o acontecimento. As páginas online dos dois jornais em causa, mas sobretudo a do El País, oferecem imagens que acompanham os textos de chamada para dado artigo. Os sites do JN e do El País apostam ainda numa galeria de fotografias, vídeos e infografia com os destaques dados pelos jornais. Apenas de salientar que a galeria multimédia do JN apresenta uma secção dedicada ao repórter cidadão, que reúne imagens recolhidas pelos próprios internautas. Este mesmo site oferece também um separador próprio que aglomera vídeos de futebol da liga portuguesa.


Outro aspecto crucial no online é o link. Este proporciona a interactividade que permite envolver o usuário com o meio de comunicação digital. O link direcciona o internauta para um texto, imagem, vídeo que explica determinado acontecimento. O JN opta por, abrindo certa notícia, agrupar as palavras-chave no fundo dessa página – ou seja, nada de links ao longo do texto. Já o El País prefere mesmo apresentar o texto do artigo com links a cor diferente (texto a preto, links a azul e sublinhados).



Imagem VII - Hipertexto a azul ("Huelga en Francia" - El País)

Por fim, algumas pequenas diferenças a salientar entre os dois sites em análise:
  • No do JN existem dossiers de temas intemporais, já no do El País não. Contudo, este último aposta em algo mais criativo/lúdico e apresenta um dossier de caras do dia (actores, políticos, jogadores, escritores, etc );
  • Na página online do JN os serviços disponíveis (meteorologia , farmácias, trânsito, cartaz de cinema e horóscopo) encontram-se no lado direito, mais ao fundo, numa manga cinzenta bem organizada. Por sua vez, no site do El País, os serviços são apresentados numa barra  horizontal com muitos ícones de cores diferentes, mais ao menos a meio da página.
  • A secção opinião, no El País, encontra-se próxima do fundo da página online. Esta é um quadrado cinzento com os títulos e umas frases breves de síntese de cada texto (é dado, então, destaque ao conteúdo). Já no JN, esta secção surge no lado esquerdo da página como uma lista vertical de autores, respectivas fotografias e título da peça.
  • Consideramos que o site do JN apresenta uma menor agilidade na busca por notícias pelo facto de não ter um arquivo de notícias, como tem o El País. Contudo, o JN aposta num aspecto que lhe confere maior proximidade ao leitor: o site tem um serviço que permite procurar artigos por distrito.
  • Os formatos não convencionais captam mais a atenção do usuário. O site do JN tem isso em conta, uma vez que oferece inquéritos aos utilizadores sobre temas em agenda. O El País não tem nada de semelhante.
  • É possível seguir o JN  e o El País no twitter e no Facebook. No site do JN temos esta informação logo no início da página, do lado direito, mas de forma discreta (caracteres e ícones pequenos). No site do El País, este dado está disponível no fundo da página, mas em ponto grande, chamando a atenção.
  • Os dois sites dão atenção ao mundo da blogosfera. Na página online do JN há, no fundo, do lado direito, uma lista de blogues JN; na página online do El País há, a meio, uma espécie de galeria de blogues, com fotos, sendo bastante convidativa ao clique.
  • No fundo do site, o JN tende a repetir algumas das notícias a que dá destaque no topo, apresenta um tema especial (por exemplo, os resultados de um ranking) e ainda dá conta de notícias que surgiram com base em informações dos utilizadores (cidadão repórter). O El País dá conta de mais notícias, divididas em secções: internacional, Espanha, economia, cultura, tecnologia, gente y tv, sociedade.
  • No fundo da página, do lado esquerdo, o JN opta também por apresentar alguns títulos das revistas que pertencem ao seu grupo mediático. O site do El País não tem qualquer alusão a outras publicações.